Retro City


Guia de Referencia para Anatomia

Nas minhas aulas de desenho de anatomia da figura humana no curso de história em quadrinhos costumo indicar um livro que uso como referência, o Guia dos Movimentos de Musculação: Abordagem Anatômica, do Frederic Delavier. Apesar desse livro não ser voltado para artistas ele é mais útil que muitos manuais de desenho que já vi por ai. O livro descreve a maioria dos exercícios de musculação através de excelentes desenhos que explicam o grupo de músculos trabalhados em cada movimento.

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Estava procurando imagens do livro para esse post e encontrei um link onde ele está inteiro para consulta em PDF, ou para baixar se preferir, aqui. Mas esse livro é fácil de encontrar a venda, e vale a pena.

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Como Colorir um Desenho com Esferográficas – Parte 3 de 3

Terceira e ultima parte do post sobre como pintar um desenho usando canetas esferográficas (e hidrográficas também). Vou explicar nos últimos passos os detalhes que ainda faltavam pintar e finalmente mostrar o desenho pronto.

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Esses são os materiais usados nos passos seguintes. A novidade é a caneta de tinta dourada que usei nos chifres do dragão (ela é a primeira da esquerda para a direita). Gosto muito do efeito dela juntamente com as esferográficas, como nesse desenho do Homem-Atlante onde também apliquei essa técnica.

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8º passo

No passo 8 pintei as ultimas partes do dragão que ainda não haviam sido pintadas: os chifres com dourado, as patas com hidrográfica laranja, olhos também com hidrográfica amarela e os bigodes com a caneta bic rosa. Como eram áreas pequenas essa etapa foi bem rápida.

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9º passo

Nessa imagem mostra o trabalho feito nos chifres, onde usei as canetas esferográficas laranja, rosa e marrom para criar os efeitos de volume. Nas patas do dragão usei as mesmas cores de canetas que usei nos chifres para fazer o sombreado. Depois de fazer ainda alguns pequenos ajustes nos olhos e dentes, terminei a pintura desse desenho. E isso é uma coisa muito importante sobre essa técnica, saber a hora de parar. É preciso ter cuidado para não se passar do ponto, escurecendo demais a pintura.

Essa técnica não admite muitas falhas, mas é possível remover parcialmente os traços da esferográfica com uma borracha. Ela consegue remover uma boa parte da tinta de caneta que está mais superficial, porque como expliquei na primeira parte desse post, a caneta mal deve encostar-se ao papel preferencialmente. Não dá para apagar tudo, apenas enfraquecer o suficiente para aplicar novas camadas.

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10º passo - Final

Nessa etapa eu não pintei nada, tudo o que fiz foi editar a imagem no photoshop. Isso é porque um dos principais problemas dessa técnica é justamente a diferença das cores do original para a tela do computador.

 

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Por fim, selecionei um detalhe do desenho para mostrar todos os dez passos da pintura dele e as transformações por que ele passou. (Clique na imagem para vê-la maior)

Também queria mostrar como diferentes cores de caneta podem se combinar para formar novos tons sem realmente se misturarem.

Acho que a palavra chave dessa técnica é paciência. Não deve se tentar pular etapas ou acelerar o processo. Quanto mais gradual a pintura, melhor será o resultado final.

As canetas esferográficas são um material ainda pouco explorado artisticamente, mas que podem conseguir alguns resultados bem interessantes.

Espero que tenham gostado e também, quem sabe, experimentem fazer os seus próprios desenhos com canetas esferográficas.



Como Colorir um Desenho com Esferográficas – Parte 2 de 3

Vou continuar de onde parei e explicar as próximas etapas da pintura do desenho do dragão. Na primeira parte desse post, tratei mais de questões de luz e sombra e de como utilizar as canetas esferográficas para colorir. Nessa segunda parte vou falar sobre misturas de cores. Portanto muito do que vou explicar, e da sua posterior aplicação, vai depender do domínio sobre a teoria das cores. Quem quiser aprender a pintar, independente da técnica ou material, precisar ter esses conhecimentos.

Esses são os materiais utilizados nos próximos passos.

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Várias canetas esferográficas coloridas e uma hidrográfica também. Encontrei quase tudo em papelarias e lojas de material escolar.

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4º passo

No passo 4 eu pintei com esferográficas o ventre do dragão usando dois tons de azul diferentes, um bem claro e outro mais escuro. O processo de pintura dessa parte foi semelhante ao descrito nos passos 1, 2 e 3.

Depois disso usei um pouquinho da caneta rosa sobre as partes em azul para conseguir o tom de azul que queria. Esse é o mesmo princípio usado na impressão colorida. As impressoras têm geralmente apenas quatro cores de tinta (ciano, magenta, amarelo e preto) e é a mistura entre elas que forma todas as outras cores. Não precisei pintar toda a área azul, usei o rosa apenas para escurecê-lo e um pouco e deixá-lo mais integrado com o vermelho. Mais adiante vou mostrar que fiz algo parecido nas partes em vermelho.

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5º passo

O que fiz aqui foi só pintar de amarelo as costas do dragão. Pode ser que exista, mas nunca encontrei uma caneta esferográfica amarela, por isso fiz essa base com uma caneta hidrográfica mesmo. Poderia ter feito o mesmo também nas partes em vermelho e azul se quisesse. A hidrográfica cria apenas a base, enquanto as esferográficas trabalham o volume. Essa combinação de canetas esferográficas e hidrográficas funciona bem desde que as hidrográficas sejam bem claras. Esse foi o mesmo processo que usei para pintar esse desenho da Mulher Maravilha.

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6º passo

Trabalhei sobre o amarelo com as canetas esferográficas laranja e marrom. A caneta marrom sobre um fundo amarelo fica mais marrom (já sobre o fundo vermelho ela parece vermelho escuro). Depois de trabalhar nas costas do dragão, pintei suavemente as áreas de azul e vermelho com a caneta laranja também. Praticamente não dá para perceber as hachuras laranjas sobre as outras cores, mas elas  modificaram sutilmente  o azul e o vermelho deixando-os mais quentes.

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7º passo

Nesse passo apenas usei a caneta esferográfica violeta sobre as áreas de sombra do vermelho. A diferença entre o passo 7 e 6 é bem pequena. Assim como usei o rosa sobre o azul, usei também o violeta sobre o vermelho. Dessa forma praticamente encerrei a pintura do corpo do Dragão. Vou deixar o que falta para a próxima parte. Até lá.



Como Colorir um Desenho com Esferográficas – Parte 1 de 3

Nos últimos tempos venho testando vários materiais de desenho diferentes. A minha filosofia tem sido usar o material que estiver a mais a mão, e tentar desenvolver técnicas com eles. Afinal do que adianta uma técnica maravilhosa, se os materiais são caros ou difíceis de encontrar?

Por essa razão a minha preferência são os materiais baratos e fáceis de se conseguir.  Seguindo  por esse pensamento venho testando o tipo de caneta mais comum, a esferográfica. Já fiz uma série de posts com sketchs feitos apenas com elas. E foi a partir desses desenhos que desenvolvi a base para o que vou mostrar aqui, que é como colorir uma ilustração usando esse material. Mesma técnica que usei para colorir o desenho do Wonder Woman Day V.

Como esse post ficou muito grande, tive que dividi-lo em 3 partes. Peço que tenham paciência pois vou colocar tudo no ar na seqüência dos próximos dias.

Primeiro vamos observar o material que utilizei para colorir o desenho nesses primeiros passos.

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Não existem somente canetas bic azul, preta e vermelha. Com um pouco de sorte você pode encontrar de outras cores e marcas também. Comprei esse conjunto com 3 canetas, nas cores rosa, vermelha e marrom, no supermercado perto da minha casa. O detalhe engraçado é que elas são perfumadas e deixam um cheirinho bom enquanto você está desenhando.

Agora uma dica muito importante. Como segurar a caneta.

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Seguro a caneta no meio, e não na ponta. Assim consigo colocar menos força no traço e deixá-lo mais leve. E quanto mais leve o traço melhor, porque desse jeito é possível sobrepor uma maior quantidade de camadas. Pelo menos no começo a caneta mal deve encostar-se no papel. De resto, elas são muito semelhantes com qualquer outro material de desenho que trabalha com luz e sombra.

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1º passo

Comecei a colorir o desenho com a caneta rosa. Pintei todo o corpo do dragão com esses “risquinhos” chamados de hachuras, modelando o volume das formas. Tomo o cuidado para que essa primeira camada seja bem clara e suave, porque ela vai ser sobreposta varias vezes por outras cores ainda. Sempre começo com uma cor mais clara e aos poucos eu vou escurecendo com outras mais fortes, como vou explicar adiante.

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2º passo

Com a caneta vermelha pesei mais as áreas de sombra do primeiro passo, cuidando para que a nova cor não cobrisse totalmente a cor anterior. O objetivo no final é que seja possível ver todas as cores de hachuras. Só troco de cor quando acho que não tenho mais nada o que fazer com ela, mas é possível voltar a usá-la de novo para fazer pequenos ajustes. Usei a caneta rosa para melhorar a transição de claro para o escuro durante esse passo também.  Mas é muito mais fácil de exagerar na dose usando muitas cores ao mesmo tempo. A minha dica é usar uma caneta de cada vez, no máximo duas.

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3º passo

Nessa camada usei a caneta de cor marrom para pesar mais um pouco a sombra. Essa cor de caneta não é bem marrom, sobre um fundo vermelho ela se parece mais com um vermelho bem escuro. Somente quando se chego a um ponto onde não é possível mais escurecer usando apenas uma cor de caneta, é que troco por outra mais escura.

O que fiz até aqui basicamente foi só luz e sombra monocromática, porque mesmo usando três cores de caneta diferentes, o que prevaleceu foi vermelho. Essa é a mesma base da técnica que usei nos meus sketchs de caneta esferográfica azul, onde só usei dois tons diferentes de canetas azuis para fazer a maioria deles.

 



Sketchbook
9 de junho de 2009, 19:41
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Algo que todo artista ou estudante de arte deveria possuir é um sketchbook (caderno de esboços). Fazia algum tempo que queria fazer um porque ele é uma forma eficiente e prática de se ter material de desenho sempre a mão. Fácil de carregar, o sketchbook permite que você desenhe onde estiver ou quando tiver com vontade. Inclusive é ótimo para fazer desenhos de observação.

O formato do caderno não é muito importante e pode variar bastante, mas precisa atender as necessidades de cada artista. No meu caso, ele precisava ser MUITO resistente! Antes fazia os meus esboços em folhas soltas, mas agora encontrei finalmente um caderno de desenho que me agradou (ele é barato, e com alguma sorte pode ser achado numa papelaria qualquer). Como também sou professor levo o meu caderno para  sala de aula, e às vezes, enquanto uma turma está trabalhando aproveito para rabiscar um pouco. Inclusive tem até um desenho de um aluno numa das paginas que aparece nessa foto.

Então a dica é: se quiser melhorar o seu desenho, faça um sketchbook. Porque quanto mais desenhos você fizer, melhor você vai desenhar. Você vai poder ainda acompanhar o seu progresso do artístico e o desenvolvimento do seu estilo. E lembre-se que o esboço é só um estudo, e que a partir deles vão surgir ilustrações finalizadas. Muitos dos desenhos que estão aqui no blog foram tirados do meu sketchbook.



Qualidade no desenho
7 de junho de 2009, 17:58
Filed under: Dicas | Tags: ,

Excesso ou falta de autoconfiança. Esse eu acho que é um dos maiores problemas de qualquer desenhista iniciante. É muito difícil para um artista ter real noção do seu nível de qualidade no inicio. Uma das causas disso é que é difícil determinar o que é qualidade num desenho. Domínio das técnicas básicas sem duvida é um dos fatores mais importantes. Por exemplo, defeitos de perspectiva e anatomia podem chamar a atenção do espectador e comprometer o resultado de um trabalho. Só que apesar de afetá-la, não é só isso que determina a qualidade de um desenho. Esperasse que um desenhista não cometa esse tipo de erro. Entretanto se apenas dominar esses conhecimentos não é o que determina a qualidade de um desenho, é o primeiro passo para se chegar lá.

Saber avaliar o seu próprio desenho é difícil e requer treino também. É preciso aprender a ver o seu trabalho não só como artista, mas como um observador também. Todos sabem reconhecer a qualidade ou não nos desenhos de outras pessoas, mas não é tão fácil fazer isso com nos próprios trabalhos. Quem nunca fez um desenho e achou ele incrível, e depois de um tempo olhou para esse mesmo desenho e viu que não era assim tão incrível. Ou ao contrário, descobriu que aquele trabalho não ficou tão mal quanto se tinha pensado.

Um bom jeito de aprender a ter um olhar crítico sobre os seus trabalhos é pedir a opinião de outros desenhistas sobre eles. Simplesmente observar os seus desenhos durante algum tempo, observar os seus trabalhos antigos depois de algum tempo, e ver trabalhos de outros desenhistas, tudo isso ajuda também.

Apesar de difícil de determinar, é fácil de saber o que é um desenho de qualidade. Muitas coisas podem fazer um trabalho ter um sucesso momentâneo, mas somente a qualidade é que pode fazer ele ter um sucesso duradouro.




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